Resumo
Objetivo: refletir sobre as múltiplas interações entre saúde, ambiente e trabalho na vida das mulheres brasileiras, com foco nos diferentes territórios e nas desigualdades que os atravessam. Metodologia: a abordagem adotada é qualitativa, com base em revisão narrativa da literatura. Resultados: a partir da perspectiva da determinação socioambiental e da interseccionalidade, argumenta-se que as mulheres negras, indígenas, ribeirinhas, periféricas e camponesas estão expostas a múltiplos fatores de vulnerabilidade que surgem das interações entre saúde, ambiente e trabalho, nas diferentes realidades vividas por mulheres brasileiras em territórios marcados por múltiplas desigualdades. Tais processos impactam diretamente a saúde e bem-estar dessas mulheres. A literatura evidencia que as práticas de cuidado e resistência protagonizadas pelas mulheres nos territórios reforçam a importância de políticas públicas sensíveis às diversidades e às experiências coletivas de enfrentamento à crise ecológica e climática contemporâneas. Conclusão: apesar de avanços nas políticas públicas voltadas à saúde da mulher, persistem lacunas na articulação entre saúde, ambiente e trabalho, bem como na consideração das especificidades territoriais.
Recebido: 10/07/2025 | Revisado: 13/04/2026 | Aprovado: 14/04/2026
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